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O blockchain dos excluídos

O blockchain dos excluídos

As moedas digitais ainda encontram barreiras para a disseminação em larga escala no mundo físico. São poucos os estabelecimentos comerciais que as aceitam e, durante o ano passado, tornou-se prática comum corretoras de criptomoedas terem suas contas fechadas sem seu consentimento nos grandes bancos. As instituições financeiras alegam não ter interesse em manter as contas. Para atender a esses clientes, os empresários Augusto Santos e Simone Abravanel criaram em meados de 2018 o Pitaia Bank, fintech que baseia suas operações na plataforma blockchain. 


“Os investidores de criptomoedas são marginalizados pelos grandes bancos, e o Pitaia Bank vem para atender esse público”, afirma Santos. “Nascemos para fomentar os meios de pagamento com o uso de blockchain”, complementa Simone Abravanel — que confirma, mas prefere não comentar, a relação de parentesco com o dono do SBT.


Simone Abravanel e Augusto Santos: meta de 120 mil clientes e R$ 300 milhões em transações (Crédito:Monica Zanon)


Simone Abravanel e Augusto Santos: meta de 120 mil clientes e R$ 300 milhões em transações (Crédito:Monica Zanon) A nova empresa chega com a proposta de oferecer aos correntistas serviços de um banco tradicional, como cartão de débito, pagamento de contas, transferências e recarga de celulares, além de um aplicativo. A diferença é que o cliente poderá trocar seus bitcoins por reais para realizar compras em qualquer lugar. Está nos planos do Pitaia o lançamento do serviço de empréstimos, uma maquininha de adquirência e também caixas eletrônicos para saques em reais e compra de bitcoins. Para evitar problemas, o Pitaia reporta todas as operações dos clientes ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

TECNOLOGIA O blockchain permite resguardar as informações dos consumidores de maneira segura. Com isso, a fintech pode oferecer custos menores em comparação aos bancos de varejo. Segundo os fundadores, o cliente paga 80% a menos de tarifas pelo mesmo serviço. “Não temos nenhuma concorrente direta no mercado. Existem outros bancos digitais, mas nenhum utiliza o blockchain”, diz Simone.

A meta do banco é alcançar 120 mil clientes no primeiro ano de operação, com um volume transacionado de até R$ 300 milhões. O Pitaia Bank é uma instituição financeira credenciada junto ao Banco Central (BC), o que lhe permite concessões de até R$ 500 milhões ao ano. Até o momento foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões de “seed money” para colocar a estrutura de pé. A empresa agora pretende iniciar uma rodada de captação na qual prevê levantar aproximadamente R$ 15 milhões para expandir as operações.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/o-blockchain-dos-excluidos/




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